Um supermercado da rede Frangolândia, localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza, foi notificado nesta segunda-feira (9) pelo Procon Fortaleza após a constatação da venda de alimentos impróprios para consumo, como legumes com mofo, insetos e sinais de apodrecimento. A medida foi tomada depois de denúncias feitas por consumidores no fim de semana.
O presidente do Procon Fortaleza, Wellington Saboia, classificou o caso como grave e destacou o risco à saúde pública.
“As imagens são impressionantes. Alimentos com mosquitos, mofo e perfurações, sendo vendidos naturalmente, como se estivessem em pleno estado de comercialização. Isso demonstra descaso com a saúde e a segurança dos consumidores”, afirmou.
Segundo o órgão, a Vigilância Sanitária e outros setores de fiscalização também serão comunicados para adoção das medidas cabíveis.

As reclamações chegaram ao Procon no domingo (8), acompanhadas de imagens que mostravam batatas, chuchus, pimentões e outros alimentos em condições sanitárias inadequadas. Segundo os consumidores, os produtos eram comercializados normalmente, com preços que chegavam a R$ 18,90 o quilo, apesar do estado visivelmente deteriorado.
Diante da gravidade da situação, o órgão determinou a retirada imediata dos itens das prateleiras e notificou o supermercado para prestar esclarecimentos formais.
Rede já teve outra unidade interditada
Esta não é a primeira vez que a rede enfrenta problemas sanitários. Em outubro de 2025, uma unidade do Frangolândia no bairro Maraponga foi interditada por falta de condições adequadas de funcionamento, o que aumenta a gravidade do novo episódio.
O Código de Defesa do Consumidor, no artigo 18, considera impróprios para consumo produtos deteriorados, adulterados ou em desacordo com normas sanitárias, proibindo sua exposição e venda.
De acordo com o Procon, a prática pode resultar em interdição do estabelecimento e multas que podem chegar a R$ 18 milhões, dependendo da reincidência e da gravidade da infração.
Consumidores que identificarem irregularidades podem registrar denúncia pela Central de Atendimento ao Consumidor, no telefone 151.




