O governo federal confirmou a liberação de bilhões de reais em um novo ciclo de pagamentos do abono salarial PIS/Pasep em 2026, benefício que funciona como um auxílio importante para trabalhadores de baixa renda e desempregados que atuaram formalmente no passado. Os repasses começam em fevereiro e seguem até 15 de agosto, com a promessa de aliviar o orçamento de milhões de famílias e ajudar a reduzir o endividamento no país.
A decisão foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), que definiu um calendário fixo para o abono salarial referente ao ano-base 2024. Os pagamentos ocorrerão entre 15 de fevereiro e 15 de agosto de 2026, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.
O saque poderá ser feito até 30 de dezembro de 2026, o que amplia o prazo para quem não conseguir acessar o dinheiro imediatamente. A medida busca dar mais previsibilidade e facilitar o planejamento financeiro dos trabalhadores que dependem do benefício como complemento de renda.
Governo prevê liberação de R$ 32,3 bilhões
Ao todo, o Governo Lula estima a liberação de R$ 32,3 bilhões em abono salarial no próximo ano. Já é possível consultar se há direito ao benefício por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br.
O valor do abono varia conforme o tempo de trabalho no ano-base. Em 2026, os pagamentos vão de R$ 136 a R$ 1.621, calculados proporcionalmente aos meses trabalhados e com base no salário mínimo vigente. O primeiro lote, no valor de R$ 2,5 bilhões, será pago a trabalhadores nascidos em janeiro, contemplando cerca de 1,8 milhão de pessoas da iniciativa privada e 217 mil servidores públicos.
Para receber o benefício, é necessário cumprir alguns critérios estabelecidos em lei:
- Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
- Ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;
- Ter trabalhado formalmente por no mínimo 30 dias no período;
- Ter os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial.
Como o dinheiro será pago
Os pagamentos do PIS, administrados pela Caixa Econômica Federal, serão feitos preferencialmente por crédito em conta corrente, poupança ou conta digital, inclusive pelo aplicativo Caixa Tem, com abertura automática de poupança social digital para quem não tem conta.
Já os valores do Pasep, pagos pelo Banco do Brasil, seguirão lógica semelhante. Quem não possui conta poderá sacar o benefício em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento ou canais oficiais dos bancos.




