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Asteroide gigante de 60 metros pode explodir a Lua e NASA está muito preocupada

Por Pedro Silvini
10/02/2026
Em Geral
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Lua Satélite Terra

(Reprodução/Nasa)

Um asteroide com cerca de 60 metros de diâmetro colocou a NASA e a comunidade científica internacional em estado de alerta. Batizado de 2024 YR4, o objeto espacial tem atualmente uma probabilidade estimada entre 4% e 4,3% de colidir com a Lua em 2032, segundo cálculos da agência espacial americana e da Agência Espacial Europeia (ESA). Embora não represente mais ameaça direta à Terra, o impacto lunar poderia gerar consequências inéditas e potencialmente perigosas para satélites, missões espaciais e astronautas.

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De acordo com um estudo recente publicado no repositório científico arXiv, com participação de pesquisadores da NASA, a colisão do asteroide com a Lua não “explodiria” o satélite natural, mas provocaria uma cratera de aproximadamente 1 quilômetro de largura e 150 metros de profundidade. O maior risco estaria na enorme quantidade de detritos lançados ao espaço.

As simulações indicam que o impacto poderia liberar fragmentos lunares em níveis até mil vezes acima do normal, criando uma nuvem de detritos capaz de ameaçar satélites em órbita baixa da Terra e operações espaciais tripuladas.

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O asteroide viajaria a uma velocidade próxima de 14 quilômetros por segundo, produzindo um clarão visível por alguns minutos, com brilho comparável ao do planeta Vênus, caso o impacto ocorra na face escura da Lua.

(Reprodução/NASA)

NASA avalia soluções extremas, incluindo explosão nuclear

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Diante do cenário, cientistas discutem possíveis estratégias para evitar o choque. Entre elas estão:

  • Missão de reconhecimento, para medir com precisão a massa e composição do asteroide;
  • Desvio de trajetória, inspirado na missão DART, que em 2022 conseguiu alterar o curso de um asteroide ao colidir uma sonda contra ele;
  • Explosão nuclear controlada no espaço, chamada de “disrupção robusta”, para fragmentar ou desviar o corpo celeste antes de alcançar a Lua.

Essa última alternativa, apesar de chamar atenção, nunca foi testada na prática e envolve riscos significativos. Especialistas alertam que, se a explosão for mal calculada, o efeito pode ser o oposto: criar ainda mais destroços perigosos.

“Se a energia não for suficiente, você apenas transforma o asteroide em um campo de detritos”, afirmou Julie Brisset, diretora interina do Florida Space Institute, que não participou do estudo.

De “ameaça à Terra” a risco lunar

O asteroide 2024 YR4 foi detectado pela primeira vez em dezembro, no Chile. Inicialmente, chegou a ter mais de 3% de chance de atingir a Terra, o que o classificou como um possível “destruidor de cidades”. Com novos cálculos orbitais, esse risco foi descartado.

Agora, a Lua se tornou o foco das atenções. Para os pesquisadores, o evento representa um “experimento natural raro”, que pode trazer dados científicos valiosos sobre impactos de corpos celestes — mas também desafios operacionais reais.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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Imagem ilustrativa: topntp26/Freepik

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