Em um país onde o Pix se tornou parte da rotina de milhões de brasileiros, a declaração de um dos homens mais ricos do Brasil chamou atenção. Com patrimônio estimado em mais de R$ 17 bilhões, segundo a revista Forbes, o empresário Ricardo Faria afirmou que não utiliza Pix, não sabe a senha da própria conta bancária e sequer acompanha de perto o próprio saldo.
Conhecido como o “Rei do Ovo”, Faria é fundador e presidente do conselho de administração da Global Eggs, holding que controla empresas líderes na produção de ovos no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. O grupo faturou mais de US$ 2,5 bilhões em 2025.
Apesar da dimensão dos negócios, o empresário afirma que o volume de recursos nunca foi uma preocupação pessoal. “Eu nem sei quanto que eu tenho. Se puxar o meu bolso aqui, talvez tenha R$ 50”, disse, em tom descontraído.
Segundo ele, a gestão financeira pessoal é totalmente delegada. “Eu não tenho a senha da minha conta. Eu não tenho Pix. A única coisa que eu uso é um cartão de crédito para minhas despesas pessoais”, relatou.
Foco no negócio, não na conta bancária
À frente de um dos maiores grupos do agronegócio brasileiro, Faria lida diariamente com operações milionárias e decisões estratégicas de grande escala. Ainda assim, afirma que seu foco está na sustentabilidade e na eficiência das empresas, e não na acumulação individual de riqueza.

“Eu nunca fiz conta do que eu tenho ou deixo de ter. O que eu acho é que a nossa empresa tem que ser eficiente, tem que ser feita para durar”, declarou.
Questionado sobre onde investe seu dinheiro, o empresário foi direto: concentra os aportes nos próprios negócios. “Eu invisto sempre nos meus negócios. Eu acho que a gente é o melhor da classe nesses investimentos”, disse, destacando que prefere aplicar recursos onde pode fazer diferença com tempo, dedicação e capital.
Repercussão e contraste
A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais, principalmente pelo contraste com a realidade da maioria da população brasileira, que utiliza o Pix como principal meio de pagamento no dia a dia.
Para alguns, a fala é apenas uma curiosidade sobre o estilo de vida de um bilionário. Para outros, simboliza a distância entre a rotina comum e a realidade de quem conta com equipes especializadas para administrar não apenas grandes empresas, mas também as finanças pessoais.




