Apelidada por parte da imprensa internacional como “a próxima Albert Einstein”, a física norte-americana Sabrina González Pasterski, de 33 anos, construiu o próprio avião na adolescência, formou-se com a nota máxima no MIT e teve pesquisas citadas por Stephen Hawking. Especialista em física de altas energias, ela se tornou um dos nomes mais promissores no estudo da gravidade quântica e da chamada holografia celeste.
Nascida em Chicago, em 3 de junho de 1993, filha de imigrantes cubanos e poloneses, Pasterski demonstrou interesse precoce por ciência e tecnologia. Aos 9 anos, começou aulas de pilotagem. Entre os 12 e 14 anos, construiu um avião monomotor Zenith CH 601 XL e chegou a pilotá-lo antes mesmo de ter idade para dirigir um carro.
Após concluir os estudos em escolas públicas de Chicago, Sabrina ingressou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Inicialmente colocada na lista de espera, acabou sendo aceita e se formou em Física com média 5.0 — a pontuação máxima — tornando-se a primeira mulher a se graduar em primeiro lugar no curso de Física da instituição.

Ainda jovem, entrou para listas de destaque como a “30 Under 30”, da Forbes, e foi reconhecida pela Scientific American como uma das jovens mais promissoras na área científica.
Aos 21 anos, iniciou o doutorado em Harvard. Durante esse período, participou da descoberta do chamado “efeito memória de spin”, relacionado aos efeitos detectáveis de ondas gravitacionais. O trabalho resultou em publicações acadêmicas que foram citadas por Stephen Hawking em 2016.
A tese de doutorado foi publicada na revista Physics Reports, feito raro para pesquisadores ainda em formação — ela se tornou apenas a segunda doutoranda de Harvard a alcançar essa marca. O Ph.D. foi concluído em 2019.
Pesquisa sobre buracos negros e o universo como holograma
Após o doutorado, Pasterski realizou pós-doutorado no Princeton Center for Theoretical Science. Em 2021, recusou uma proposta de US$ 1,1 milhão da Universidade Brown para atuar como professora assistente e optou por integrar o Perimeter Institute for Theoretical Physics, no Canadá.
Atualmente, lidera a Celestial Holography Initiative, grupo de pesquisa que busca compreender como o espaço-tempo e a mecânica quântica podem ser unificados por meio de modelos matemáticos avançados. Seus estudos envolvem temas como buracos negros, simetrias fundamentais da física e teorias que tentam explicar a gravidade dentro do contexto quântico.
Comparação com Einstein e atuação pública
Apesar do apelido de “novo Einstein”, Sabrina costuma rejeitar a comparação. Em entrevistas, afirma que “ninguém voltará a ser Einstein”, destacando que a ciência é fruto de esforços coletivos e acumulativos.
Além da atuação acadêmica, ela também participa de iniciativas de incentivo à presença feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Seu trabalho já recebeu reconhecimento institucional nos Estados Unidos.




