Avaliado em cerca de US$ 250 mil — o equivalente a mais de R$ 1 milhão —, o No1 Imperial Majesty, da grife britânica Clive Christian, é considerado oficialmente o perfume mais caro do mundo. Lançada em edição ultralimitada, a fragrância combina ingredientes raríssimos com um frasco luxuoso de cristal Baccarat, adornado com ouro 18 quilates e diamantes.
A história por trás da marca ajuda a explicar o preço elevado. A Crown Perfumery, incorporada por Clive Christian em 1999, é uma das casas de perfume mais antigas do Reino Unido. Em 1872, recebeu autorização da rainha Victoria para utilizar a coroa como símbolo de excelência — elemento que até hoje marca os frascos da grife.
O No1, lançado em 2006, tornou-se o ápice dessa tradição. A versão Imperial Majesty foi produzida em apenas 10 frascos de 500 ml, apresentados em caixas de ébano forradas com veludo e detalhes em ouro e platina, com possibilidade de personalização.



Ingredientes raros e processo artesanal
A fragrância é resultado de um processo minucioso que pode levar anos. A versão feminina do No1 traz notas de ylang-ylang, íris francesa, jasmim indiano e baunilha do Taiti, além de sândalo, cedro, almíscar e fava-tonca. Parte da composição passa por um período de maturação de até seis meses para atingir o equilíbrio ideal.
Já a versão masculina aposta em notas cítricas como lima, mandarina siciliana e grapefruit rosa, combinadas com sândalo indiano, heliotrópio e lírio. O resultado é uma fragrância sofisticada e marcante, com perfil mais fresco em comparação à versão feminina.
Um frasco digno de joalheria
Mais do que o perfume em si, o frasco é um dos grandes diferenciais. Produzido em cristal francês Baccarat, ele traz uma coroa em ouro 18 quilates como tampa e um colar com diamantes aplicado ao redor do gargalo. O nível de detalhamento e os materiais nobres transformam o produto em peça de coleção.
Descrito pela própria marca como “o perfume do coração” de Clive Christian, o No1 Imperial Majesty é tratado como uma obra de arte olfativa.




