O Banco Central colocou em fase decisiva o Pix Automático, novo modelo de pagamento recorrente que promete facilitar a vida de quem não possui cartão de crédito. A ferramenta, que substituirá gradualmente o débito automático tradicional, tem prazo de adaptação para bancos e empresas até abril de 2026.
A proposta é permitir que contas como internet, academia, escola ou streaming sejam pagas automaticamente via Pix, diretamente da conta do cliente, mediante autorização prévia no aplicativo do banco.
O sistema permite que empresas solicitem autorização para realizar débitos mensais diretamente na conta do consumidor. A principal diferença em relação ao Pix Agendado é que o pagamento não precisa ser programado manualmente todo mês.
O processo funciona assim:
- O cliente autoriza uma única vez o pagamento recorrente no aplicativo do banco;
- Pode definir regras, como valor máximo por cobrança;
- A empresa envia a cobrança dias antes do vencimento;
- O banco agenda o pagamento e notifica o cliente;
- O usuário pode conferir e cancelar até a meia-noite do dia anterior ao débito.
Segundo o Banco Central, o pagador será avisado cerca de 10 dias antes da cobrança. O serviço será gratuito para o consumidor.
A autorização pode ser cancelada a qualquer momento pelo próprio cliente.
O novo modelo surge como uma alternativa relevante para milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito ou enfrentam limite reduzido. Hoje, muitas assinaturas e serviços digitais exigem cartão para pagamentos recorrentes.
Com o Pix Automático, a cobrança será feita diretamente na conta bancária, ampliando o acesso a serviços e reduzindo a dependência do crédito.
Menos transações que o Pix tradicional
Apesar da inovação, o volume de operações tende a ser menor do que o do Pix comum. Enquanto transferências via chave Pix podem ocorrer diariamente, o Pix Automático será usado principalmente para faturas mensais.
Por exemplo, se um cliente usar a modalidade para pagar a conta de internet, serão apenas 12 transações ao longo do ano.
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), um dos entraves para a expansão do sistema é o custo de adaptação tecnológica das empresas. Muitas companhias já possuem sistemas próprios de automação de cobrança e ainda não modernizaram suas plataformas.
O Banco Central classifica o Pix Automático como uma evolução tecnológica do débito automático tradicional, eliminando a necessidade de convênios específicos entre empresas e bancos.




