Verne Troyer, conhecido mundialmente por interpretar o personagem Mini-Me na franquia Austin Powers, entrou para a história de Hollywood como um dos menores atores do cinema, com apenas 81 centímetros de altura (2 pés e 8 polegadas). Ele morreu em 21 de abril de 2018, aos 49 anos.
A notícia foi divulgada na época por meio de sua página oficial nas redes sociais. Posteriormente, a morte foi confirmada como suicídio. Troyer enfrentava problemas com alcoolismo há anos e havia passado por diversas internações em clínicas de reabilitação.
Troyer ganhou projeção internacional em 1999, no filme Austin Powers: O Agente Bond Cama, segundo longa da série estrelada por Mike Myers. Ele reprisou o papel em Austin Powers em o Homem do Membro de Ouro (2002).
No enredo, Mini-Me era um clone em miniatura do vilão Dr. Evil, interpretado por Myers. O personagem rapidamente se tornou um dos destaques da franquia.
Menos de duas semanas após a morte do ator, Mike Myers participou do programa Jimmy Kimmel Live! e prestou homenagem ao colega.
“Verne era um ser humano fantástico”, disse o ator, emocionado. Ele também destacou o talento do amigo: “Um grande comediante físico, um grande dançarino e simplesmente um cara incrível.”
Myers revelou ainda que, no roteiro original, Mini-Me teria um papel quase figurativo, mas Troyer deu tanta personalidade ao personagem que os roteiristas ampliaram sua participação nos filmes.
Outras celebridades também lamentaram a perda. A atriz Carmen Electra publicou uma foto ao lado do ator com a legenda: “RIP Verne Troyer”.
Vida pessoal e superação
Verne Troyer nasceu com acondroplasia, uma condição genética que causa nanismo. Ele contou em entrevista ao The Guardian, em 2015, que cresceu em uma família Amish, embora seus pais tenham deixado a religião quando ele ainda era criança.

Apesar de ser o único membro da família com a condição — seus pais e irmãos tinham estatura média — Troyer afirmou que nunca recebeu tratamento diferenciado em casa.
“Me ensinaram a ser otimista e independente. Diziam que eu poderia fazer qualquer coisa que colocasse na cabeça”, relatou. Segundo ele, os pais não faziam concessões por causa de sua altura: ele precisava realizar as mesmas tarefas que os irmãos.




