Brasil, Estados Unidos e Alemanha. Três países, três trajetórias completamente diferentes — e um detalhe em comum que surpreende: Fernanda Montenegro, Martin Luther King Jr. e Anne Frank nasceram em 1929.
O mesmo ano que marcou a primeira edição do Oscar, em Hollywood, e a histórica Quebra da Bolsa de Nova York também viu nascer três figuras que, cada uma à sua maneira, deixariam marcas profundas na história mundial.
Fernanda Montenegro nasceu em 16 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro. Martin Luther King Jr. veio ao mundo em 15 de janeiro de 1929, em Atlanta, nos Estados Unidos. Já Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, na Alemanha.
A matriarca da dramaturgia brasileira
Aos 95 anos, Fernanda Montenegro é considerada uma das maiores atrizes da televisão e do teatro brasileiro. Foi a primeira brasileira indicada ao Oscar de Melhor Atriz, em 1999, por sua atuação em Central do Brasil, dirigido por Walter Salles.

Antes de se tornar um dos maiores nomes da dramaturgia nacional, era conhecida como Arlete Pinheiro, locutora e radioatriz da Rádio MEC. Começou na emissora aos 15 anos e construiu uma carreira que atravessa décadas, palcos e gerações.
Fernanda se tornou símbolo de excelência artística e referência cultural no Brasil e no exterior.
O líder que mudou os Estados Unidos
Martin Luther King Jr. liderou, entre 1955 e 1968, o movimento moderno pelos direitos civis nos Estados Unidos. Defensor da não violência, inspirou-se nos ensinamentos cristãos e na filosofia de Mahatma Gandhi para lutar contra a segregação racial.
Seu discurso “I Have a Dream”, o “Letter from a Birmingham Jail” e sua palestra ao receber o Prêmio Nobel da Paz estão entre os textos mais influentes do século XX.
King foi assassinado em 4 de abril de 1968, aos 39 anos, mas seu legado permanece vivo. Ele é o único não-presidente norte-americano homenageado com um feriado nacional nos Estados Unidos.
A jovem que virou símbolo do Holocausto
Anne Frank tornou-se um dos rostos mais conhecidos do Holocausto. Judia alemã, mudou-se com a família para Amsterdã após a ascensão do nazismo. Em 1942, passou a viver escondida com os familiares no chamado “Anexo Secreto”, onde escreveu o diário que se tornaria um dos livros mais lidos do mundo.

Descoberta pelos nazistas em 1944, Anne foi deportada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde morreu de tifo em 1945, aos 15 anos.
Seu diário permanece como um dos relatos mais impactantes sobre os horrores da Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus.




