O Governo Federal anunciou a ampliação das faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), medida que pode ampliar o acesso à casa própria em 2026 — inclusive com casos em que o valor efetivamente pago pela família, após subsídios, fique próximo de R$ 15 mil, a depender da renda e das condições do imóvel.
A decisão deve ser formalizada pelo Ministério das Cidades e, em seguida, submetida ao Conselho Curador do FGTS, responsável por aprovar as novas regras.
A atualização busca corrigir distorções provocadas pelo aumento do salário mínimo e ampliar o alcance do programa, considerado uma das principais vitrines sociais do governo.
As mudanças previstas são:
- Faixa 1: sobe de R$ 2.850 para cerca de R$ 3.200 de renda mensal;
- Faixa 2: passa de R$ 4.700 para algo em torno de R$ 5.000;
- Atualização também nas demais faixas, incluindo a Faixa 4 (classe média).
Além disso, os tetos de valor dos imóveis devem ser reajustados em média 4%. Hoje, o limite é de R$ 350 mil nas capitais e R$ 255 mil em parte dos municípios do interior.
Subsídios podem reduzir drasticamente o valor final
Famílias de menor renda, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, continuam tendo acesso às menores taxas de juros, que variam entre 4% e 10,5% ao ano.
Também podem receber subsídios de até R$ 55 mil por família, com recursos do FGTS.
Em alguns casos, dependendo do valor do imóvel e do enquadramento na Faixa 1, o subsídio pode cobrir grande parte do preço, fazendo com que o valor financiado — e efetivamente pago ao longo do contrato — fique significativamente reduzido.
É nesse contexto que surgem estimativas de imóveis que, após subsídio, podem ter custo final bastante inferior ao valor de mercado.




