Na Argentina, a CGT (Confederação Geral do Trabalho), o maior centro sindical do país, vai realizar uma greve geral nesta quinta-feira (19) em protesto contra a reforma trabalhista que vem sendo proposta pelo governo de Javier Milei. O protesto será no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados começa a discutir o projeto, que já foi aprovado pelo Senado.
De acordo com o jornal argentino Clarín, os trabalhadores começaram a interromper suas atividades na madrugada desta quinta (19). O setor de transportes, como trens e ônibus, interromperam seus serviços, mas os bancos continuam funcionando normalmente. A greve também afetou várias companhias aéreas e vários voos do Brasil para a Argentina tiveram que ser cancelados ou remarcados.
O Ministério de Segurança do país divulgou um comunicado na terça-feira (17) determinando que a imprensa seguisse “medidas de segurança” porque poderiam acontecer ações de repressão contra protestos nas imediações do Congresso.
Confira os principais pontos da reforma trabalhista de Milei
De acordo com o g1, os principais pontos da proposta são:
- Férias mais flexíveis, que vão pode ser negociadas fora do período tradicional e divididas em períodos mínimos de sete dias;
- Restrições a greves em setores consideradas essenciais;
- Ampliação do período de experiência para seis meses, ou até oito ou 12 em alguns casos;
- Ampliação da jornada diária de trabalho de oito para até 12 horas;
- Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos entre empresas e sindicatos;
- Alterações em indenizações e demissões;
- Mudanças para pagamentos em casos de licenças médicas e acidentes de trabalho;
- Combate à informalidade.




