Famílias com o cartão do Bolsa Família ativo começam a receber, a partir desta segunda-feira (23), um benefício extra: a recarga gratuita do botijão de gás de 13 kg. A medida faz parte da terceira etapa do programa Gás do Povo, operacionalizado pela Caixa Econômica Federal.
Nesta fase, cerca de 4,5 milhões de famílias em todo o país serão contempladas. O programa garante a gratuidade do gás de cozinha para inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo.
Para ser elegível, é necessário:
- Ser beneficiário do Bolsa Família com pelo menos duas pessoas na composição familiar;
- Ter renda por pessoa de até meio salário mínimo;
- Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;
- Manter o CPF do responsável familiar regular na Receita Federal;
- Não possuir pendências como averiguação cadastral ou indício de óbito no cadastro.
O programa prioriza ainda famílias em áreas afetadas por desastres, mulheres vítimas de violência doméstica sob medida protetiva e povos e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas.
Como funciona a recarga gratuita
A retirada do botijão pode ser feita diretamente nas revendedoras credenciadas, sem intermediários. A validação ocorre de forma eletrônica, por meio da maquininha da Caixa, conhecida como “azulzinha”.
O responsável familiar poderá utilizar:
- Cartão com chip do Bolsa Família e senha;
- Cartão de débito da conta Caixa e senha;
- CPF com código de validação enviado ao celular cadastrado.
Atualmente, mais de 10 mil pontos de venda estão credenciados — o que representa cerca de uma em cada seis revendas de GLP no país.
Programa permanente
O Gás do Povo se tornou política pública permanente com a sanção da Lei 15.348/26. A expectativa do governo federal é que, até março de 2026, o programa alcance 15 milhões de famílias — cerca de 50 milhões de pessoas — incluindo aquelas que migraram do antigo Auxílio Gás.
Além da gratuidade na recarga, a nova legislação prevê a instalação de biodigestores em áreas rurais, como alternativa sustentável e de baixa emissão de carbono para combater a chamada pobreza energética.
A coordenação do programa ficará sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social, com a criação de um comitê gestor permanente e divulgação periódica de relatórios de resultados para garantir transparência.




