Trabalhadores que recebem até R$ 5.000 por mês já começaram a sentir no bolso os efeitos das novas regras do Imposto de Renda. Com a reformulação em vigor desde o início do ano, o governo passou a zerar a cobrança para essa faixa de renda, o que pode representar um ganho mensal de até R$ 313 no salário líquido.
Como os pagamentos referentes a janeiro são feitos em fevereiro, é neste mês que muitos brasileiros estão recebendo os primeiros contracheques com desconto menor de IR.
O valor que “sobra” no salário varia de acordo com a renda:
- Para quem estava próximo da antiga faixa de isenção, o ganho pode ser de cerca de R$ 10 por mês.
- Para quem recebe exatamente R$ 5.000 mensais, o alívio chega a R$ 313 por mês.
No acumulado anual, considerando também o 13º salário (que segue as mesmas regras de tributação), o benefício pode chegar a R$ 4.068 ao ano para quem está no teto da nova faixa de isenção.
O que mudou na prática?
O projeto aprovado:
- Zerou o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês;
- Reduziu o imposto para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350;
- Manteve as regras atuais para quem ganha acima de R$ 7.350.
Não houve reajuste da tabela geral. Na prática, passam a existir duas lógicas de cobrança: uma diferenciada para rendimentos até R$ 7.350 e outra para valores superiores.
Como era antes?
Até então, o teto oficial de isenção era de R$ 2.428,80. Na prática, a Receita Federal aplicava automaticamente um desconto simplificado de R$ 607,20, o que elevava a isenção efetiva para cerca de R$ 3.036 mensais (equivalente a dois salários mínimos).
Agora, com a nova regra sancionada, a isenção foi ampliada para alcançar trabalhadores com renda de até R$ 5 mil.




