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Luciano Hang se supera e vai construir o maior edifício residencial do mundo no Brasil

Por Pedro Silvini
28/02/2026
Em Geral
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Luciano Hang

(Reprodução/R7)

Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, deve se tornar palco de um dos projetos imobiliários mais ambiciosos do planeta. Em parceria com a FG Empreendimentos, empresa que tem Luciano Hang, dono da Havan, como sócio-investidor, será erguido o Senna Tower, empreendimento que promete ser o residencial mais alto do mundo, com 550 metros de altura e 150 andares.

O edifício homenageia Ayrton Senna e marca a entrada oficial da marca que leva o sobrenome do tricampeão mundial de Fórmula 1 no setor imobiliário. O projeto arquitetônico foi desenhado por Lalalli Senna, sobrinha do piloto, e é inspirado na chamada “Jornada do Herói”, simbolizando superação e busca por limites — características associadas à trajetória do ídolo brasileiro.

O investimento total ultrapassa R$ 3 bilhões, enquanto o Valor Geral de Vendas (VGV) estimado chega a R$ 8,5 bilhões. Desse total, cerca de R$ 1,3 bilhão já foi comercializado, segundo a construtora.

As unidades estão entre as mais caras do país:

  • Apartamentos a partir de R$ 28 milhões
  • Coberturas duplex avaliadas em R$ 200 milhões
  • Duas coberturas triplex com preço estimado em R$ 300 milhões cada

Ao todo, o prédio terá 228 unidades, distribuídas entre:

  • 18 mansões suspensas (420 a 563 m²)
  • 204 apartamentos de até 400 m²
  • 4 coberturas duplex (600 m²)
  • 2 coberturas triplex (903 m²)

Os compradores estão concentrados principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, além de investidores estrangeiros.

(Divulgação/Senna Tower)

Engenharia inédita no Brasil

Para viabilizar a construção de um prédio dessa magnitude, será utilizado um aço especial de alta resistência desenvolvido pela ArcelorMittal. O vergalhão CA70/S, produzido no Brasil, tem resistência 40% superior ao aço convencional.

A estimativa é que sejam utilizadas entre 25 mil e 35 mil toneladas de aço na obra. O material é fabricado em Minas Gerais e São Paulo, passa por preparação no Rio Grande do Sul e segue para o canteiro em Balneário Camboriú.

Segundo engenheiros envolvidos no projeto, o uso de aço convencional poderia inviabilizar a obra devido ao peso da estrutura. A tecnologia adotada permite maior leveza e eficiência estrutural.

De Triumph Tower a Senna Tower

O projeto havia sido inicialmente apresentado como Triumph Tower, mas a parceria com a marca Senna foi mantida em sigilo até a obtenção das licenças necessárias. O terreno onde o arranha-céu será construído pertence ao empresário.

As obras devem começar ainda este ano.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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