Mix Conteúdos Digitais
  • Início
  • Últimas Notícias
  • Contato
  • PUBLICIDADE LEGAL
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados

Adeus, bateria comum: Reino Unido cria “pilha de diamante” que não descarrega nunca

Por Pedro Silvini
01/03/2026
Em Geral
0
bateria pilha diamante

(Reprodução/UKAEA)

Pesquisadores do Reino Unido anunciaram o desenvolvimento da primeira bateria de diamante feita com carbono-14 do mundo. A tecnologia, criada por cientistas da Universidade de Bristol em parceria com a Autoridade de Energia Atômica do Reino Unido (UKAEA), promete gerar energia por milhares de anos sem necessidade de recarga.

A chamada “diamond battery” funciona a partir da decomposição radioativa do carbono-14 (C14), isótopo com meia-vida de 5.700 anos, o que permite fornecimento contínuo de micropotência por períodos extremamente longos.

O dispositivo opera por meio de um processo conhecido como beta-voltaico. Durante o decaimento radioativo do carbono-14, partículas beta (elétrons) são liberadas e interagem com o diamante sintético, convertendo essa energia em pequenas correntes elétricas.

Segundo os pesquisadores, o próprio diamante atua como escudo de radiação, já que o carbono-14 emite radiação de curto alcance, rapidamente absorvida por materiais sólidos. Isso impede vazamento significativo de radiação para o ambiente externo.

O carbono-14 utilizado pode ser obtido a partir de resíduos de grafite radioativo de reatores nucleares. Já os diamantes sintéticos são produzidos em laboratório por meio da técnica de deposição química a vapor (CVD), que cria camadas capazes de encapsular o material radioativo com segurança.

O protótipo atual mede cerca de 10 mm por 10 mm, com até 0,5 mm de espessura, sem considerar os contatos metálicos necessários para fechar o circuito.

Aplicações estratégicas

Embora a bateria gere apenas níveis baixos de energia (microwatts), ela é ideal para dispositivos que precisam de fornecimento contínuo e de longa duração, especialmente em locais onde a troca de bateria é inviável.

Entre as aplicações estudadas estão:

  • Implantes médicos, como marca-passos
  • Sensores remotos
  • Dispositivos de segurança
  • Sondas espaciais

De acordo com o professor Tom Scott, especialista em materiais da Universidade de Bristol, a tecnologia pode abrir caminho para uma nova geração de dispositivos autossuficientes.

“Nossa tecnologia de micropotência pode apoiar uma ampla gama de aplicações importantes, de tecnologias espaciais a implantes médicos”, afirmou.

Desafios e escalabilidade

Apesar do potencial, a produção em larga escala ainda enfrenta desafios. O metano enriquecido com carbono-14, usado na fabricação dos diamantes, é caro — cerca de US$ 46 mil por litro — e radioativo, exigindo instalações especializadas.

Para contornar essa limitação, a equipe desenvolveu um processo patenteado chamado “static flow CVD”, que permite produzir diamantes de alta qualidade utilizando volume fixo de gases isotopicamente puros.

A bateria foi sintetizada em um reator especial instalado nas instalações da UKAEA em Culham, onde também são conduzidas pesquisas em energia de fusão nuclear.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

Próximo post
casa chave imovel

Brasileiros podem ter acesso à casa própria por apenas R$ 15 mil com o Minha Casa Minha Vida

Confira!

mercado

Supermercado popular fecha as portas e vai se tornar loja de materiais de construção

01/03/2026
Ambulante

Ambulantes vão receber multa de R$ 3.242 e terão produtos apreendidos, se estiverem operando nestas condições

01/03/2026
tubarão

Tubarão com cor inusitada é achado pela primeira vez no planeta e intriga cientistas

01/03/2026
  • Contato

Diário do Comércio | Mix

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Diário do Comércio | Mix