As ligações de telefone fixo entre municípios com o mesmo DDD ficaram mais baratas em seis estados do Nordeste. A mudança entrou em vigor no domingo (22), após atualização das Áreas Locais do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), determinada pela Resolução nº 768/2024 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Foram contemplados nesta etapa os estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. A nova regra já havia sido aplicada anteriormente na Bahia, Sergipe, Maranhão, Amazonas, Pará, Amapá e Roraima.
Com a reclassificação, chamadas entre cidades que compartilham o mesmo Código Nacional (CN) deixam de ser tarifadas como interurbanas — mesmo quando os municípios são vizinhos.
Até então, em muitos casos, era necessário digitar o código da operadora e o DDD, e a ligação era cobrada como longa distância. Agora, dentro da nova área local, a discagem passa a ser simplificada, sem necessidade de código de operadora ou DDD.
Os DDDs contemplados nesta fase incluem:
- 81 e 87 (Pernambuco)
- 82 (Alagoas)
- 83 (Paraíba)
- 84 (Rio Grande do Norte)
- 85 e 88 (Ceará)
- 86 e 89 (Piauí)
A Anatel informou que não haverá alteração compulsória nos números telefônicos. Caso alguma operadora promova mudança, deverá justificar a medida.
Impacto maior no interior
O efeito da redução tende a ser mais significativo em municípios de pequeno e médio porte do interior nordestino, onde o telefone fixo ainda é amplamente utilizado por órgãos públicos, comércios e prestadores de serviço.
Antes da atualização, áreas locais eram definidas por critérios geográficos históricos, o que fragmentava municípios vizinhos em zonas tarifárias distintas. Isso fazia com que chamadas curtas, entre cidades próximas e com forte integração econômica, fossem cobradas como longa distância.
No país, o número de áreas locais da telefonia fixa foi reduzido de 4.118 para 67, alinhando o modelo ao da telefonia móvel, que já trata chamadas dentro do mesmo DDD de forma unificada.
Redução de custos e simplificação
Além da economia na conta telefônica, a mudança simplifica a forma de discagem e pode beneficiar tanto consumidores residenciais quanto empresas que mantêm contato frequente com municípios vizinhos.
Em regiões metropolitanas e polos regionais, onde há intensa circulação de pessoas e serviços, a expectativa é de impacto direto nas despesas mensais.




