Um espetáculo astronômico promete chamar a atenção de bilhões de pessoas na próxima semana. No dia 3 de março de 2026, a Terra ficará posicionada entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural e provocando um eclipse lunar total — fenômeno conhecido popularmente como “Lua de Sangue”.
Durante o evento, a Lua não desaparecerá completamente, mas ganhará uma tonalidade avermelhada, efeito causado pela filtragem da luz solar na atmosfera terrestre.
O eclipse lunar total ocorre quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados, com o planeta exatamente no meio. Nesse momento, a Lua entra totalmente na sombra da Terra.
Mesmo encoberta, ela continua visível porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar ao satélite. Nesse processo, os comprimentos de onda azul são dispersados e predominam os tons avermelhados — o que dá origem ao apelido de “Lua de Sangue”.
O fenômeno poderá ser visto na porção noturna do planeta, incluindo Américas, Ásia e Oceania. As melhores condições de observação devem ocorrer na metade oeste da América do Norte, na Austrália e em áreas do Oceano Pacífico.
Para acompanhar o eclipse com mais nitidez, especialistas recomendam procurar locais com pouca poluição luminosa e céu limpo. O evento poderá ser observado a olho nu, sem necessidade de equipamentos especiais.
Ano terá outros eclipses
O eclipse de março faz parte de uma sequência de quatro fenômenos previstos para 2026. O primeiro ocorreu em 17 de fevereiro, com um eclipse solar anular visível principalmente na Antártida.
Ainda estão no calendário:
- 12 de agosto: eclipse solar total, visível em partes da Europa e do Atlântico Norte;
- 27 e 28 de agosto: eclipse lunar parcial, observável em diferentes regiões do mundo.
Lua de Minhoca
Além do eclipse, a Lua cheia de março também recebe o nome tradicional de “Lua de Minhoca”, denominação originada de culturas indígenas da América do Norte. O termo faz referência ao período em que o solo começa a descongelar após o inverno no hemisfério norte.
Embora nomes como Lua Rosa, Lua das Flores e Lua da Colheita não tenham base científica, eles fazem parte da tradição cultural ligada à observação do céu.




