Em um arquipélago a oito quilômetros de Florianópolis, o preá-de-Moleques-do-Sul, um dos mamíferos mais raros do planeta, enfrenta uma batalha pela sobrevivência em uma área restrita de pouco mais de dez hectares.
A espécie existe exclusivamente na maior ilha do arquipélago de Moleques do Sul, inserido no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, no sul do Brasil. Esse mamífero, conhecido cientificamente como Cavia intermedia, representa um valioso exemplo da biodiversidade ameaçada de extinção.

A população atual desses roedores é estimada entre 30 e 60 indivíduos, conforme as flutuações naturais ao longo do ano. A ausência de predadores naturais não elimina os riscos, já que a escassez de alimentos e alterações ambientais imprevisíveis ameaçam sua sobrevivência.
Classificada como criticamente ameaçada de extinção em todos os níveis, a espécie necessita de ações urgentes de conservação.
Isolamento milenar
Há cerca de oito mil anos, o aumento no nível do mar isolou esses preás em uma pequena faixa de terra, desencadeando um processo evolutivo que levou ao reconhecimento formal da espécie em 1999.
Este isolamento resultou em um grupo geneticamente distinto, hoje confinado a apenas quatro hectares disponíveis para sobrevivência. Essa característica torna a espécie extremamente vulnerável a distúrbios ambientais.
Risco de extinção
A criação do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, nos anos 1970, precedeu o reconhecimento da espécie e ajudou a proteger seu habitat de interferências humanas excessivas. Desde então, esforços contínuos visam garantir sua preservação.
Monitoramento remoto é usado para observar a população sem perturbar o ecossistema delicado da ilha. O acesso ao arquipélago é restrito a pesquisadores autorizados, minimizando possíveis impactos.




