Após dois shows lotados no Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 20 e 21 de fevereiro, o cantor porto-riquenho Bad Bunny chamou atenção não apenas pelo espetáculo no palco, mas também pela logística fora dele. O artista fretou um Airbus A380-800 da companhia australiana Qantas para levar sua equipe de cerca de 245 pessoas até Sydney, na Austrália, próximo destino da turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”.
A operação aérea, considerada incomum, teria custado cerca de R$ 8 milhões, segundo estimativas do setor de aviação, devido ao porte da aeronave e à complexidade da rota.
O Airbus A380, maior avião comercial em operação no mundo, partiu de Sydney praticamente vazio até o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Após o embarque da equipe e do próprio artista, a aeronave retornou à Austrália.
O voo chamou atenção de entusiastas da aviação ainda antes do pouso no Brasil, sendo monitorado em tempo real por plataformas especializadas. Não há voos comerciais diretos entre São Paulo e Sydney, o que torna a operação ainda mais singular.

Logística de turnê exige operação especial
Com uma equipe estimada em 245 profissionais — músicos, bailarinos, técnicos, seguranças e equipe de produção, o deslocamento internacional representa um desafio logístico. Esse contingente praticamente ocuparia todos os assentos de um Boeing 787-9, aeronave usada em voos comerciais de longa distância.
Atualmente, a alternativa regular mais rápida entre São Paulo e Austrália envolve ao menos uma conexão, geralmente no Chile, o que amplia o tempo total de viagem. Uma passagem apenas de ida nesse trecho pode custar a partir de R$ 7 mil na classe econômica, sem considerar bagagens adicionais.
O fretamento de uma aeronave de grande porte, portanto, garante agilidade, conforto e transporte conjunto da equipe e parte da estrutura do show — prática comum em turnês internacionais de grande escala.
A viagem marca a continuidade da turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, que também dá nome ao álbum eleito o melhor do ano no Grammy. Bad Bunny é atualmente um dos poucos artistas latinos com capacidade de lotar estádios no Brasil, reforçando seu status de fenômeno global.




