O “Trem da Morte” está de volta à Bolívia, após um período de seis anos fora de operação. Desde 27 de fevereiro, o serviço ferroviário voltou a ligar a fronteira do Brasil à Santa Cruz de la Sierra.
Esta retomada ocorre em um momento estratégico de recuperação econômica após a pandemia, com o objetivo de fortalecer o turismo na região. O governo boliviano busca reposicionar esse trajeto como uma atração significativa para visitantes internacionais.
Experiência renovada a bordo
Os passageiros podem esperar viagens confortáveis em ferrobuses renovados. As passagens estão disponíveis por valores entre 220 e 230 bolivianos, aproximadamente R$ 164 a R$ 170.
As autoridades preveem uma alta taxa de ocupação, próxima de 100%, nas viagens semanais, o que indica um crescente interesse turístico.
Cenário natural e cultural
Ao longo dos 600 quilômetros do percurso, que se inicia em Puerto Quijarro e termina em Santa Cruz de la Sierra, os turistas são presenteados com vistas deslumbrantes de desfiladeiros, vales e florestas. O trajeto inclui paradas estratégicas para fotografias, destacando os pontos mais icônicos da região da Chiquitania.
Mudança de imagem
Originalmente conhecido por seu histórico de dificuldades e riscos sanitários, o “Trem da Morte” busca agora se reposicionar como uma opção turística segura. As reformas nos vagões focaram em melhorias como assentos mais amplos e janelas panorâmicas, prometendo mais conforto aos passageiros.
Procedimentos na fronteira para brasileiros
Brasileiros interessados na viagem devem seguir os procedimentos de imigração em Corumbá. A saída deve ser registrada no Posto Esdras, e a entrada na Bolívia é feita no escritório de imigração.
É necessário apresentar um passaporte ou RG recente. Os trâmites são rápidos, garantindo uma experiência de viagem sem contratempos.




