Famílias inscritas no Bolsa Família poderão receber um adicional de R$ 150 no pagamento de março, desde que cumpram uma condição específica prevista nas regras do programa. O valor extra é destinado aos beneficiários que possuem crianças de até seis anos de idade no núcleo familiar.
O pagamento faz parte do Benefício Primeira Infância (BPI), componente do programa federal voltado à proteção e ao desenvolvimento de crianças pequenas. O adicional é pago por criança, o que significa que famílias com mais de um filho nessa faixa etária podem receber valores maiores.
O Benefício Primeira Infância foi incorporado ao novo formato do Bolsa Família em 2023, quando o programa passou por reformulações e ampliou o número de famílias atendidas em todo o país.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o objetivo do pagamento extra é garantir melhores condições de alimentação, saúde e desenvolvimento para crianças nos primeiros anos de vida.
De acordo com o governo federal, o Bolsa Família também inclui um valor base por família de R$ 600, além de benefícios complementares de acordo com a composição familiar.
Outros adicionais previstos no programa
Além do pagamento de R$ 150 por criança de até seis anos, o programa prevê outros valores extras para determinados perfis de beneficiários.
Entre eles estão:
- R$ 50 adicionais para gestantes
- R$ 50 para nutrizes (mães com bebês de até seis meses)
- R$ 50 para crianças e adolescentes entre sete e 18 anos incompletos
Esses valores são somados ao benefício mínimo do programa, que continua sendo de R$ 600 por família.
Regras de saúde e educação continuam obrigatórias
Para continuar recebendo o Bolsa Família, as famílias precisam cumprir condicionalidades nas áreas de saúde e educação.
Entre as exigências estão:
- manter crianças com vacinação em dia
- realizar acompanhamento nutricional de crianças menores de sete anos
- garantir que gestantes façam o pré-natal
- assegurar a frequência escolar mínima de crianças e adolescentes
A presença escolar exigida é de 60% para crianças de quatro a seis anos e 75% para estudantes entre seis e 18 anos que ainda não concluíram a educação básica.
Impacto no combate à pobreza infantil
Dados do Cadastro Único indicam que cerca de 10 milhões de crianças brasileiras de zero a seis anos estão registradas em programas sociais do governo federal.
Estudos realizados pelo Ministério do Desenvolvimento Social em parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal em 2024 apontam que políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, ajudam a reduzir significativamente a pobreza na primeira infância.
Segundo o levantamento, sem esse tipo de programa, milhões de crianças a mais poderiam estar em situação de pobreza ou extrema pobreza no país.




