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Rodovia mais letal do Brasil liga o Ceará ao Rio Grande do Sul e registra milhares de mortes por ano

Por Pedro Silvini
13/03/2026
Em Geral
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Rodovia

(Reprodução/Agência SP)

A BR-116, uma das principais rodovias do país, passou a ser considerada a estrada mais perigosa do Brasil, segundo estudos recentes baseados em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Com cerca de 4.660 quilômetros de extensão, a via liga Fortaleza (CE) a Jaguarão (RS), atravessando dez estados e funcionando como um dos principais corredores logísticos do território nacional.

Apesar da importância econômica, a rodovia também acumula números preocupantes de acidentes. Em 2023, foram registrados 87.063 ocorrências, de acordo com dados da PRF e da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Trechos em pista simples, intenso tráfego de caminhões e cruzamentos urbanos estão entre os fatores que contribuem para o alto índice de sinistros.

Tradicionalmente, a BR-101 liderava o ranking das rodovias com mais acidentes no país. Em 2025, por exemplo, foram 10.235 ocorrências na via, contra 8.912 na BR-116. No entanto, quando especialistas analisam indicadores mais complexos, que consideram o fluxo de veículos e a gravidade dos acidentes, o cenário muda.

Estudo da Fundação Dom Cabral (FDC) aponta que a BR-116 apresenta maior taxa de severidade, ou seja, proporcionalmente registra mais mortes e feridos graves.

Para realizar a comparação, o levantamento utiliza dois indicadores técnicos: a Taxa de Acidentes (TAc), que considera o volume de tráfego, e a Taxa de Severidade de Acidentes (TSAc), que atribui pesos diferentes às ocorrências — 1 para acidentes sem vítimas, 6 para casos com feridos graves e 13 para acidentes com mortes.

Trechos de pista simples aumentam riscos

Um dos principais fatores que elevam o risco na BR-116 é a presença de longos trechos em pista simples, especialmente entre os estados de Minas Gerais e Bahia. Nesse tipo de rodovia, os dois sentidos de circulação são separados apenas por pintura no asfalto, o que aumenta a probabilidade de colisões frontais, geralmente mais fatais.

Mapas elaborados pela Fundação Dom Cabral indicam que os trechos com maior índice de gravidade formam um corredor que começa no Rio de Janeiro, atravessa Minas Gerais e segue até a Bahia.

Rodovia lidera número de mortes

Dados do Painel CNT de Consultas Dinâmicas de Acidentes Rodoviários apontam que a BR-116 também lidera o ranking de mortes em rodovias federais. Em 2020, foram 690 vítimas fatais registradas na estrada. Na sequência aparece a BR-101, com 627 mortes.

Somadas, as duas rodovias concentraram quase 25% das 5.287 mortes registradas nas rodovias federais brasileiras naquele ano.

Impacto econômico dos acidentes

Além das perdas humanas, os acidentes também geram impactos econômicos significativos. Estimativas indicam que os sinistros em rodovias federais custaram cerca de R$ 10,22 bilhões ao Brasil em 2020.

Entre os estados com maiores gastos relacionados a acidentes estão Minas Gerais, com cerca de R$ 1,36 bilhão, seguido por Paraná, com R$ 1,10 bilhão, e Santa Catarina, com aproximadamente R$ 1,03 bilhão.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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