A edição de março da revista Piauí trouxe uma reportagem assinada pelo jornalista João Batista Jr. intitulada “Voto de Riqueza”, na qual é investigada a atuação do padre Fábio de Melo em cerimônias de casamento de integrantes da alta sociedade.
A matéria menciona a suposta cobrança de 300 mil reais por parte do religioso para celebrar uma união na elite baiana. Procurado pela publicação, o sacerdote negou receber qualquer valor por ritos religiosos.
Cachê zero
Diante da repercussão do caso, a coluna Entretê, do Terra, afirma ter apurado se o pároco havia sido remunerado para conduzir o casamento da influenciadora Esther Marques, filha do CEO da Cimed, João Adibe Marques, com o investidor Adolpho Mello.
A celebração, ocorrida em fevereiro, foi uma das mais suntuosas já realizadas na capital paulista. Realizada na Basílica Nossa Senhora do Carmo e com festa na Sala São Paulo, a imprensa estimou o custo total do evento em 10 milhões de reais.
A apuração do Terra revelou que o cachê do padre Fábio de Melo para a referida cerimônia foi zero, não tendo recebido qualquer quantia por sua participação. O fato corrobora a declaração dada pelo religioso à revista Piauí, na qual afirmou que não monetiza sua presença em ocasiões como casamentos, missas ou batismos.
No caso específico da união da herdeira da Cimed, ainda segundo o Terra, constatou-se que o padre possui um vínculo de amizade com o empresário João Adibe Marques. A coluna Entretê afirma ter apurado que ambos atuam conjuntamente em ações filantrópicas.




