Uma pesquisa da Vhita, empresa especializada em saúde e longevidade, entrevistou 500 pessoas para descobrir quais os principais medos delas ao envelhecer. 66% dos entrevistados revelaram que um medo é a perda de clareza mental, foco e memória tão comum com a chegada da terceira idade. Mas existem várias estratégias para combater o problema e ajudar idosos a terem mais qualidade de vida nesse sentido.
Recentemente, um estudo feito por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com o Departamento de Gerontologia da EACH-USP e o Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento, identificou benefícios muito importantes em um programa de estimulação cognitiva para idosos sem comprometimento cognitivo.
Segundo a CNN Brasil, os resultados do estudo foram publicados este ano na International Psychogeriatrics. Esse trabalho é o primeiro ensaio clínico randomizado de longa duração sobre estimulação cognitiva no Brasil.
Como estimulação cognitiva pode melhorar a memória de idosos, segundo estudo da USP
Durante o estudo, os idosos voluntários participaram de um método chamado Supera. Os que seguiram o protocolo tiveram resultados impressionantes: redução de 60% nas queixas cognitivas, melhora de cerca de 45% da memória ao longo do ano e queda de 29% dos sintomas depressivos. Além desses benefícios cognitivos, as atividades de estimulação também resultaram em melhora nas chamadas função executivas, segundo a CNN, como planejamento, estruturação do pensamento e tomada de decisões.
O estudo conta com 207 pessoas entre 60 anos ou mais, divididas em três grupos: um grupo experimental, que participou do programa, um grupo controle ativo, que recebeu aulas sobre envelhecimento saudável, e um grupo controle passivo, que não recebeu intervenção, com avaliação ao longo de dois anos, aos seis, 12, 18 e 24 meses.




