Você provavelmente se lembra de ter ouvido na escola que o plástico pode levar entre 100 a 600 anos para se decompor, o que torna os resíduos desse material uma das principais preocupações ambientais do século. Então imagine o potencial de uma invenção capaz de transformar esse material em medicamentos? É isso que pesquisadores da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, conseguiram fazer recentemente.
Como pesquisadores transformam plástico em remédio
De acordo com a BBC, os pesquisadores utilizaram um tipo especial de bactéria E. coli para decompor o plástico, mais especificamente o plástico PET usado em garrafas de refrigerante e embalagens de comida, e transformá-lo (nada se perde, tudo se transforma) em algo que pode ser usado no tratamento da Doença de Parkinson: levodopa ou L-dopa.
A levodopa pode ajudar pessoas com Parkinson a aumentarem os seus níveis de dopamina, o ajuda pacientes com a condição a melhorarem os seus movimentos. “Como essa nova forma de produzir levodopa utiliza bactérias, é um processo mais natural do que os métodos usuais de fabricação do remédio, que muitas vezes dependem de combustíveis fósseis”, explica a BBC.
É um grande passo não apenas para tratar pessoas com essa doença, mas também para ajudar a lidar com o excesso de lixo plástico. O próximo passo, de acordo com o veículo, é os pesquisadores desenvolverem essa tecnologia para produzirem o medicamento de forma mais acessível e que ainda seja benéfica para o meio ambiente.
“Ao projetar a biologia para transformar o plástico em um medicamento essencial, mostramos como os materiais de resíduo podem ser reimaginados como recursos valiosos que sustentam a saúde humana”, declarou o Professor Stephen Wallace, principal autor do estudo.




