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Escândalo: barra de proteínas famosa era na verdade feita de gordura e tinha muito mais calorias do que o anunciado

Por Carolina Carvalho
17/03/2026
Em Geral
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barras de proteína

Imagem meramente ilustrativa de freepik

Uma barra de proteínas está longe de ser o lanche mais saudável do mundo (afinal, estamos falando de um produto industrializado), mas pode ser uma “mão na roda” quando você está na correria e precisando comer alguma coisa rápido. Mas já imaginou descobrir que a barrinha nutritiva que você estava comprando tem quase o dobro das calorias do que o rótulo diz?

Barra de proteína pode ter quase o dobro das calorias do que diz a embalagem

Pois esse é o caso da barrinha de uma marca chamada David Protein, que vinha fazendo muito sucesso nos Estados Unidos. O que os consumidores acreditavam é que estavam comprando um produto sem açúcar, 28 gramas de proteína e apenas 150 calorias. Porém, segundo o Metrópoles, um processo recente que veio à tona expôs que a barra de proteína pode ter até 83% mais calorias e, a parte mais chocante: 400% mais de gordura.

Nas redes sociais, a situação vendeu vários memes com usuários relembrando a trama da vilã Regina George (Rachel MdAdams) descobrindo que estava comendo barrinhas para ganho de peso no filme Meninas Malvadas (2004).

meninas malvadas
Imagem: reprodução/Paramount Pictures

E quem apontou essa discrepância chocante entre o que rótulo das barrinhas diz e o que elas realmente têm foram exames feitos pelo laboratório Anresco, credenciado pela FDA (Food and Drug Administration). Como você pode imaginar, essa discrepância viola regras da FDA que afirmam que o conteúdo nutricional declarado precisa estar dentro de uma margem de 20% dos valores reais.

O CEO da David Protein, Peter Rahal, negou os resultados, afirmando que eles estão errados e que se baseiam em “uma interpretação falha e enganosa de como as calorias são determinadas para certos ingredientes de acordo com os regulamentos de rotulagem de alimentos dos EUA”, segundo o Metrópoles. Rahal argumentou que os testes mencionados se baseiam em processo que mede o calor liberado pelos alimentos quando ele está sendo “queimado” e afirmou que eles vão entrar com um contra-processo.

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Carolina Carvalho

Carolina Carvalho

Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

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