Você provavelmente já passou pela situação de comprar um chocolate que não comia há muitos anos e, ao morder, sentir que o sabor é muito diferente do que você tinha na sua memória… A composição de vários chocolates brasileiros virou um debate nos últimos anos e recentemente até foi aprovado um projeto de lei sobre o tema.
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1769/19 que regulamenta uma quantidade mínima de cacau e seus compostos em produtos como cacau em pó e, é claro, chocolate. Segundo a Agência Câmara de Notícias, a informação com o percentual de cacau vai precisar estar disponível na embalagem frontal do produto, “em tamanho não inferior a 15% da área em caracteres legíveis para fácil visualização”.
Um estudo do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da Universidade de São Paulo (USP), analisou mais de 200 amostras de barras de chocolate vendidas pelo país afora e descobriu que, mesmo seguindo a proporção mínima de 25% de sólidos de cacau, as barras chocolate meio amargo tinham a mesma proporção de cacau e açúcar de chocolates ao leite e branco.
Para o chocolate ao leite, por exemplo, passa a ser exigido um mínimo de 25% de sólidos totais de cacau e de 14% de sólidos totais de leite ou seus derivados.
Nova lei regulando a composição do chocolate já está valendo?
Resposta rápida: não. O projeto surgiu no Senado, mas o texto foi alterado pela Câmara dos Deputados, então ele vai voltar para ser votado lá. Caso seja aprovado, ele ainda precisa da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).




