Todo mundo conhece a piadinha de que, quando o mundo acabar, vão sobrar apenas as baratas. Mas sabia que a ciência discorda? De acordo com estudos recentes sobre eventos extremos, não seriam as nossas amiguinhas cascudas que sobreviveriam após o apocalipse. Os candidatos mais prováveis seriam os tardígrados, organismos microscópicos também conhecidos como ursos-d’água.

A fama das baratas de sobreviventes doo fim do mundo vem da impressionante adaptação delas a ambientes humanos, com esses insetos conseguindo suportar ambientes urbanos hostis como escassez, sujeira e mudanças bruscas da rotina humana. Mas sobreviver aos humanos é uma coisa: outra coisa é sobreviver ao um evento de proporções de esterilização planetária. Por isso, ao contrário do que a cultura pop nos diz, as baratas não devem ficar por aqui depois do apocalipse.
Por que os tardígrados sobreviveriam ao apocalipse?
Como já explicamos, os tardígrados são animais minúsculos, que podem ser vistos apenas com a ajuda de um microscópio. O que torna eles tão resistentes é que eles têm a capacidade de entrar em criptobiose em ambientes hostis. Nesse estado, o metabolismo cai drasticamente e o corpo começa a funcionar em modo de preservação, permitindo que ele sobreviva a eventos extremos, como frio e calor, doses altíssimas de radiação e desidratação intensa.
De acordo com a Tupi FM, pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, modelaram cenários astrofísicos severos capazes de esterilizar um planeta inteiro. A pesquisa descobriu que até em um evento absurdamente extremo, como uma explosão de raios gama que causasse um dano irreversível à atmosfera, ainda seria difícil eliminar formas de vida tão resistentes quando os tardígrados.




