Depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na sexta-feira passada (13), começaram a circular rumores, principalmente entre seus apoiadores, de que ele teria sido envenenado na prisão. Bolsonaro está cumprindo sua pena de 27 anos de prisão na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), condenado por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Mas o boato já foi desmentido, inclusive pela família do ex-presidente. A assessoria de Flávio Bolsonaro, consultada pelo Estadão Verifica, desmentiu o boato.
O ex-presidente está tratando uma “pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração”, o que significa que Bolsonaro está com infecção nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago nas vias respiratórias. Ele chegou ao Hospital DF Star, em Brasília, na sexta (13) com “quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios”.
Boletim divulgado na segunda (16) afirma que o ex-presidente tem apresentado melhora clínica, com recuperação das funções renais e resposta favorável ao tratamento com antibióticos, segundo o g1.
Defesa de Bolsonaro pediu prisão domiciliar para o ex-presidente
Na última terça-feira (17), a defesa do ex-presidente entrou com um novo pedido para o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de concessão de prisão domiciliar para Bolsonaro, citando um “agravamento clínico” do político. Os advogados afirmam que o ex-presidente precisa de “monitoramento clínico frequente”, com um quadro “marcado por histórico de pneumonias aspirativas recorrentes, refluxo gastroesofágico persistente, apneia obstrutiva do sono grave, instabilidade postural e uso contínuo de múltiplas medicações”.
Lembrando que, no ano passado, o ex-presidente estava em prisão domiciliar, mas foi preso preventivamente por risco de fuga depois que ele violou sua tornozeleira eletrônica.




