O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta sexta-feira (20) a saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda. Para o cargo, foi nomeado Dario Carnevalli Durigan, até então secretário-executivo da pasta. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União.
A substituição já havia sido antecipada por Lula na quinta-feira (19), durante evento em São Paulo. Na ocasião, o presidente apresentou Durigan como o novo responsável pela equipe econômica e indicou que Haddad deixaria o governo para disputar as próximas eleições.
Durigan era considerado o sucessor natural dentro do Ministério da Fazenda. Desde 2023, ele ocupava o posto de número dois da pasta, após a saída de Gabriel Galípolo, indicado à presidência do Banco Central.
Durante o anúncio, Lula fez elogios à atuação de Haddad e destacou a aprovação da reforma tributária como um dos principais marcos da gestão. “Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país”, afirmou o presidente.
A troca ocorre em um momento sensível da economia brasileira, marcado por incertezas externas, como os efeitos da guerra no Oriente Médio, que têm pressionado os preços dos combustíveis e levantado preocupações sobre inflação e crescimento.
Saída para disputar eleições
Fernando Haddad confirmou que deixa o cargo após mais de três anos à frente da Fazenda. Embora não tenha oficializado qual cargo pretende disputar, a expectativa é que ele concorra ao governo do estado de São Paulo.
O cenário repete, em parte, a disputa eleitoral de 2022, quando Haddad enfrentou Tarcísio de Freitas no segundo turno. Agora, o ex-ministro deve tentar novamente o comando paulista.
Na despedida, Haddad classificou o momento como simbólico e destacou medidas adotadas durante sua gestão, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o fortalecimento do pacto federativo.
Segundo ele, a articulação com o Congresso e a cooperação entre União, estados e municípios foram fundamentais para os resultados econômicos recentes e para a correção de distorções no sistema tributário.




