Com a patente do Ozempic tendo caído, será que teremos outro remédio “da moda” para lidar com a obesidade? Pode ser que sim e a chave por trás desse novo medicamento são cobras, mais especificamente as pítons. Como você talvez já tenha ouvido falar, as pítons conseguem devorar presas com até o triplo do seu peso, o que gerou curiosidade sobre o sistema digestivo dessas serpentes. E daí que surgiu um possível novo remédio contra obesidade.
De acordo com o GLOBO, uma pesquisa, publicada na revista científica Nature Metabolism, explica que, depois de uma grande refeição, o sangue das pítons-bermanesas tem um aumento de até mil vezes na concentração de uma molécula chamada pTOS.
E essa molécula também existe no organismo humano e sua concentração no nosso sangue também aumenta depois de uma refeição (ainda que nem de longe na mesma proporção do caso das pítons).
O pesquisador Jonathan Long, professor associado de patologia e membro do Instituto de Neurociências Wu Tsai, explicou em comunicado que eles conseguiram desvendar uma via metabólica na qual o pTOS é produzido no corpo das pítons e para qual região do cérebro ele vai. “Obviamente, não somos serpentes. Mas talvez, estudando esses animais, possamos identificar moléculas ou vias metabólicas que também afetam o metabolismo humano”, comenta Long.
Metabolismo de pítons pode resultar em novo remédio contra obesidade?
Os cientistas explicam que nada é certeza, mas que sim, é possível. Eles exemplificam que a semaglutida, a molécula do Ozempic, por exemplo, ocorreu a partir de um hormônio no monstro-de-gila que regula os níveis de açúcar no sangue. “Estamos entusiasmados em aprender com essas cobras e outros animais ‘extremos’ para inspirar descobertas futuras”, concluiu Long.




