Uma proposta que previa a cobrança de taxas para donos de cães a partir de 2026 gerou polêmica na Europa e levantou dúvidas entre tutores de pets. A medida foi discutida na província de Bolzano, no norte da Itália, mas acabou sendo retirada antes de entrar em vigor.
Inicialmente, o plano previa uma taxa anual equivalente a cerca de 100 euros (aproximadamente R$ 625 na cotação atual) para moradores com cães, além de uma cobrança diária para turistas que viajassem com animais.
O projeto, liderado pelo secretário provincial Luis Walcher, incluía duas cobranças principais:
- Taxa anual para residentes: cerca de 100 euros por cão
- Taxa de turismo para pets: 1,50 euro por dia para cada animal
A arrecadação seria destinada a ações como:
- Limpeza de ruas
- Criação de áreas específicas para cães
Além disso, continuariam valendo regras rígidas, como a obrigação de recolher as fezes dos animais, com multas que variam de 200 a 600 euros para quem descumprir.
Medida gerou forte reação
A proposta enfrentou resistência de entidades de proteção animal, como a ENPA (Ente Nazionale Protezione Animali), que classificou a iniciativa como injusta.
Segundo a organização, a cobrança:
- Penalizaria famílias responsáveis
- Trataria os animais como “contribuintes”
- Poderia afetar negativamente o turismo na região
Críticos também apontaram que o governo estaria apostando em medidas punitivas, em vez de investir em educação e fiscalização.
Diante da repercussão negativa e da falta de consenso político, o governo local decidiu retirar o projeto de lei. Com isso:
- A taxa anual para cães não será implementada
- A cobrança para turistas com pets também foi descartada
Contexto do projeto de lei
A proposta fazia parte de um movimento maior na Itália para lidar com o excesso de turistas. Cidades como Veneza, por exemplo, já adotaram taxas de entrada para visitantes.
Apesar disso, no caso de Bolzano, a tentativa de incluir animais nesse tipo de cobrança não avançou.
Mesmo sem a nova taxa, seguem válidas as regras locais de convivência, especialmente a obrigatoriedade de recolher resíduos dos animais, medida que continua sendo fiscalizada com multas elevadas.




