O leilão de reserva de capacidade realizado em 18 de março de 2026 marcou um importante movimento no setor energético brasileiro ao contratar 19 gigawatts de energia. Este leilão visou reforçar a segurança no fornecimento de energia elétrica no país.
O montante contratado equivale a 1,4 vez a capacidade instalada da usina de Itaipu.
A contratação superou as expectativas iniciais de 5 a 10 gigawatts, destacando-se como um evento-chave para assegurar o abastecimento energético, especialmente durante os períodos de alta demanda no início das noites, quando a produção solar diminui.
A distribuição dos contratos contemplou 15,2 gigawatts de termelétricas movidas a gás natural, 1,3 gigawatts de carvão mineral e 2,5 gigawatts de hidrelétricas.
Cerca de 40% da energia contratada vem de térmicas já existentes, enquanto o restante será fornecido por novas instalações. Espera-se um investimento de R$ 64,5 bilhões em construção, com um custo total previsto de R$ 515,7 bilhões ao longo da vigência dos contratos. O deságio médio do leilão foi de 5,52%, inferior ao registrado no leilão de 2021.
Dinâmica do leilão
O leilão de 2026 foi estruturado para dividir concorrentes em várias fontes e rodadas, o que influenciou o deságio observado. Entre as empresas vencedoras, estão Copel e Petrobras.
A expectativa é que este movimento traga melhor equilíbrio entre geração e demanda de eletricidade, principalmente em horários críticos.
Cronograma de implementação
Os prazos estipulados preveem o início da entrega de energia térmica em agosto de 2026 pelas térmicas já existentes. As novas instalações térmicas devem começar a operar até 2031, enquanto as hidrelétricas têm previsão de iniciar o fornecimento em 2030.
Este cronograma foi estabelecido conforme as diretrizes divulgadas para o leilão.



