A ameaça de uma nova greve nacional dos caminhoneiros foi adiada após um acordo entre lideranças da categoria e o governo federal, firmado nesta quarta-feira (25), em reunião no Palácio do Planalto. O encontro terminou sem anúncio de paralisação, mas com sinalização de que o impasse ainda não foi totalmente resolvido.
Durante a reunião, o governo se comprometeu a manter o texto original da medida provisória que trata do piso mínimo do frete, uma das principais demandas da categoria. Com isso, os caminhoneiros decidiram suspender, ao menos por enquanto, a possibilidade de uma greve.
Apesar do entendimento, representantes do setor deixaram claro que a mobilização continua, agora com foco na tramitação da proposta no Congresso Nacional.
Entre os principais pontos defendidos pelos caminhoneiros estão:
- Maior controle e fiscalização sobre o preço do diesel
- Criação de um teto emergencial para o combustível
- Isenção de pedágio para caminhões vazios em momentos de crise
- Medidas estruturais, como mudanças na política da Petrobras
A categoria também cobra atuação mais rigorosa de órgãos como a ANP, o Cade e o Ministério da Justiça para coibir possíveis abusos nos preços.
Alta dos combustíveis pressiona setor
Mesmo com medidas do governo, como a zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel, o combustível segue em alta. Dados recentes apontam que o preço do diesel subiu 11,8% em uma semana, pressionando os custos do transporte de cargas em todo o país.
A escalada está ligada, entre outros fatores, à instabilidade no mercado internacional de petróleo.
Risco ainda existe
Embora a paralisação tenha sido adiada, o histórico recente indica cautela. Em outras ocasiões, movimentos semelhantes foram suspensos temporariamente antes de novas ameaças de greve.
Com isso, o cenário segue em aberto: a paralisação não está confirmada, mas também não está descartada, dependendo do avanço das negociações e das decisões no Congresso.




