O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, voltou a criticar práticas comerciais no Brasil e citou diretamente a Rua 25 de Março como símbolo de falhas no combate à pirataria e à falsificação de produtos.
A menção consta no Relatório de Estimativa Nacional do Comércio de 2026, divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que analisa barreiras comerciais enfrentadas por empresas norte-americanas ao redor do mundo.
No documento, o Brasil é apontado como um país com tarifas consideradas elevadas em diversos setores, como automóveis, eletrônicos, aço e tecnologia da informação. Segundo o relatório, essas políticas dificultariam a atuação de empresas estrangeiras no mercado brasileiro.
Além disso, o governo norte-americano também demonstrou preocupação com o sistema de pagamentos Pix, alegando que o modelo poderia favorecer instituições locais em detrimento de companhias internacionais.
Rua 25 de Março entra no radar internacional
O trecho mais sensível do relatório menciona a tradicional rua comercial da capital paulista como um dos locais associados à venda de mercadorias falsificadas. De acordo com o USTR, a região já aparece em listas de mercados considerados problemáticos no combate à pirataria.
A avaliação indica que, apesar de avanços recentes, o Brasil ainda enfrenta dificuldades na aplicação de penalidades eficazes contra esse tipo de prática, tanto no ambiente físico quanto no digital.
Debate sobre fiscalização e concorrência
As críticas trazem o debate sobre a fiscalização do comércio informal no país e os desafios para equilibrar competitividade econômica e combate à ilegalidade.
Embora o relatório destaque problemas no Brasil, análises apontam que o comércio de produtos falsificados não é exclusivo do país. Regiões comerciais populares em grandes cidades ao redor do mundo também enfrentam situações semelhantes, o que levanta questionamentos sobre a seletividade das críticas internacionais.
O documento pode influenciar futuras decisões de política comercial dos Estados Unidos, especialmente em um momento de tensões e disputas por espaço no comércio global.




