Os tratamentos para obesidade e controle de peso estão entrando em uma nova fase. A Food and Drug Administration nos Estados Unidos aprovou recentemente um novo medicamento em comprimido que pode substituir as tradicionais canetas injetáveis, ampliando o acesso e a praticidade para pacientes.
O novo remédio, desenvolvido pela Eli Lilly, mesma empresa responsável pelo Mounjaro, será comercializado sob o nome Foundayo e representa uma alternativa oral aos tratamentos baseados em hormônios GLP-1.
Até então, medicamentos como Wegovy, da Novo Nordisk, e o próprio Mounjaro eram amplamente conhecidos pelo formato injetável, geralmente aplicado uma vez por semana.
Com a chegada das versões em comprimidos, o tratamento passa a ser feito de forma mais simples: uma dose diária, sem a necessidade de agulhas. No caso do Foundayo, a ingestão pode ocorrer em qualquer horário do dia, sem exigência de jejum — um diferencial em relação ao comprimido concorrente da Novo Nordisk, que precisa ser tomado pela manhã e com restrições alimentares.

Como funcionam os medicamentos
Esses remédios atuam imitando hormônios naturais do corpo que regulam o açúcar no sangue e a digestão. Na prática, eles aumentam a sensação de saciedade e reduzem o apetite, o que contribui para a perda de peso.
O novo comprimido da Eli Lilly utiliza uma substância diferente das versões injetáveis, o que facilita a absorção pelo organismo e permite o formato em pílula, mantendo efeitos semelhantes aos tratamentos já consolidados.
Mercado em expansão e disputa global
A aprovação acelerada do Foundayo, concluída em cerca de 50 dias, reflete a prioridade dada a medicamentos contra obesidade, considerada uma questão de saúde pública em diversos países.
Especialistas apontam que a chegada das versões orais deve ampliar significativamente o mercado global, já que comprimidos são mais fáceis de distribuir, armazenar e utilizar. Além disso, tendem a ser mais aceitos por pacientes que evitam injeções.
No Brasil, o interesse por esse tipo de tratamento já é elevado. Levantamentos indicam que o país está entre os que mais buscam por medicamentos como Mounjaro e Ozempic na internet, evidenciando a demanda crescente.
Apesar do avanço, o acesso ainda pode ser limitado por questões de preço e cobertura por planos de saúde, fatores que continuam sendo desafios para a popularização desses tratamentos.




