Todo mundo tem algum arrependimento na vida. Isso é fato. Mas nós também apostamos que o seu arrependimento passa longe de ser tão grande quanto o de Ronald Gerald Wayne. E se você não reconheceu o nome, tem um motivo. Trata-se do terceiro (e mais esquecido) fundador da Apple, que estava ao lado de Steve Jobs e Steve Wozniak quando a empresa ainda estava começando, muito antes de se tornar a gigante que conhecemos hoje.
O fundador esquecido da Apple
Na faixa dos 20 anos, os dois Steves tinham vendido o pouco que tinham de precioso (uma calculadora científica e uma Kombi) para começar o ousado empreendimento. Ao lado deles, tinha um terceiro sócio fundador Ronald Gerald Wayne, um engenheiro de 42 anos. Apesar de suas contribuições na fundação da Apple, ele não é lembrado por um simples motivo: poucos dias depois da fundação da empresa, ele decidiu vender a sua parte na empresa por US$ 800 (que seria cerca de R$ 4 mil na cotação atual).
Ainda que tenha decidido investir na empreitada, Wayne era “avesso a riscos” e nunca largou seu emprego “oficial” na Atari. Na época, Jobs tinha fechado um acordo para vender 50 computadores, mas, para isso, ele precisava de um empréstimo de US$ 15 mil. A situação deixava Wayne apreensivo, já que tinha medo deles não conseguirem pagar o empréstimo.
Vale observar que o engenheiro era membro do grupo com “mais a perder”: ele tinha bens, casa, carro e algumas economias. Ele também já era “traumatizado” por causa de um empreendimento anterior, um produção de máquinas caça-níqueis que fracassou. Foi com esses medos em mente que ele decidiu vender sua parte de 10% na empresa. Parte essa que hoje em dia vale cerca de US$ 373,3 bilhões, cerca de R$ 1,9 trilhão.
Mesmo assim, ao contrário do que demos a entender lá no começo do texto, Wayne nunca demonstrou arrependimento (pelo menos não publicamente) da sua decisão. “Eu teria acabado gerenciando um departamento de documentação enorme nos fundos do prédio, mexendo em papéis pelos próximos 20 anos da minha vida… Você precisa encontrar algo que goste tanto de fazer que esteja disposto a fazer de graça e não trabalhar um único dia na sua vida”, declarou à BBC.





