Populações vivendo em altitudes elevadas, como os Andes e o Himalaia, apresentam menor incidência de diabetes, revela estudo de 2026, conduzido por pesquisadores do Gladstone Institutes. A pesquisa identificou que os glóbulos vermelhos desempenham um papel essencial ao absorver mais glicose em ambientes com baixo oxigênio, fornecendo pistas para novos tratamentos.
O estudo utilizou camundongos em condições de hipoxia, ou seja, ambientes com pouca oxigenação. Essa situação fez com que os glóbulos vermelhos consumissem mais glicose, convertendo-a em 2,3-BPG, molécula que facilita a liberação de oxigênio nos tecidos e reduz os níveis de glicose no sangue.
Essas observações foram feitas após testes com ingestão de açúcar, nos quais os camundongos em hipoxia apresentaram picos de glicose menores.
Impacto no metabolismo da glicose
A pesquisa indica que em locais de alta altitude, o corpo humano se adapta para controlar melhor os níveis de açúcar. Isso é possível graças ao aumento dos níveis de uma proteína que transporta glicose, tornando os glóbulos vermelhos mais eficientes.
Tais descobertas podem inspirar novos tratamentos para diabetes, ao imitar os efeitos benéficos de viver em altitudes elevadas.
HypoxyStat é um composto experimental em desenvolvimento, com potencial para simular os efeitos de baixa oxigenação nos tecidos sem a necessidade de deslocamento para locais altos. Apesar dessa promessa, sua eficácia clínica ainda aguarda confirmação em estudos futuros.
Novas abordagens para o tratamento do diabetes
Essas conclusões desafiam as abordagens tradicionais focadas exclusivamente na insulina. Entender o papel dos glóbulos vermelhos na glicose abre novos caminhos para tratamento e prevenção do diabetes, oferecendo um entendimento mais profundo das possibilidades terapêuticas.
No entanto, as descobertas ainda são preliminares e necessitam de mais estudos para se transformarem em tratamentos eficazes para humanos.




