Na última segunda-feira (6), o governo Lula anunciou medidas para tentar conter os preços do GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha e do QAV (queronese de aviação). Assim como aconteceu com combustíveis como a gasolina, o preço desses produtos também vem sendo pressionado por causa do conflito no Oriente Médio entre Irã e Estados Unidos/Israel.
Com a guerra e o Estreito de Ormuz, importante rota comercial, fechado, o preço do petróleo aumentou no mundo inteiro e é claro que o Brasil também foi impactado. Com os valores nas refinarias da Petrobras pressionados, o preço do gás de cozinha é um dos afetados. De acordo com a matéria da semana passada da Folha de São Paulo, o preço do gás de cozinha importado tinha aumentado em 60%.
Como o governo vai tentar barrar aumento do preço do gás de cozinha
Segundo o Poder 360, o governo Lula vai custear parte desse produto por meio de subvenção, a um custo de R$ 850 por tonelada do produto importado, com um impacto de R$ 330 milhões sobre as contas públicas. Mas a medida tem validade: ela só vai durar até o dia 31 de maio. Obviamente, a expectativa é que essa subvenção impacte no preço final do gás para os distribuidores. Inclusive, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai fiscalizar e punir distribuidoras que não repassarem essa queda nos preços aos consumidores.
Consultado pelo Globo, Pedro Rodrigues, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), explicou que o objetivo do pacote é “amenizar a volatilidade dos preços internacionais no mercado interno de combustíveis”, mas destaca que isso é diferente de reduzir preços. Ele também aponta que há muito incerteza se o pacote de medidas via ou não funcionar, por causa das incertezas envolvendo o comportamento do petróleo no mercado internacional.




