A Câmara dos Deputados do Brasil deu um importante passo em relação à jornada de trabalho sob a escala 6×1. Em 7 de abril, Hugo Motta, presidente da Câmara, anunciou que o governo federal voltou atrás e escolheu não enviar um projeto de lei de urgência.
Optou-se por uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para buscar uma mudança mais ampla e constitucional na legislação trabalhista.
A PEC foi proposta com o objetivo de extinguir a escala 6×1. Ela prevê uma redução da carga semanal e sugere uma nova escala. Essa decisão busca garantir uma discussão mais profunda no Congresso, alinhando as leis às demandas sociais e econômicas.
O foco está na melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores, equilibrando os interesses empresariais e os direitos laborais.
Por que optar por uma PEC?
Desde que o governo decidiu rever a abordagem inicial, a PEC tornou-se a via preferida para tratar do fim da escala 6×1. Isso porque uma mudança estrutural requer discussões amplas no Congresso.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara analisará primeiro a admissibilidade da proposta. A votação está agendada para a próxima semana.
Após a avaliação da CCJ, o texto irá para uma comissão especial. Esta fase é crucial, pois ajustes serão feitos antes de o projeto ser votado no plenário. O relator da PEC na CCJ, deputado Paulo Azi, terá papel essencial no debate. A expectativa é que a votação final no plenário ocorra até o final de maio.
Etapas legislativas:
- Análise pela CCJ: Avaliação inicial da admissibilidade.
- Comissão Especial: Ajuste do texto e preparação para o plenário.
- Votação no Plenário: Decisão agendada até o final de maio.
Sindicatos e grupos de trabalhadores acompanham de perto as discussões. Embora sinalizem apoio, há preocupações sobre a implementação prática e o impacto nos contratantes. Representantes do setor produtivo manifestaram-se contra a PEC, considerando-a inoportuna.




