O empresário John Textor apresentou uma proposta para investir cerca de R$ 130 milhões (US$ 25 milhões) na SAF do Botafogo, em uma tentativa de reforçar o caixa e ampliar a capacidade financeira do clube. O aporte, segundo o investidor, seria feito por meio de aumento de capital, com a emissão de novas ações.
O plano, no entanto, encontrou resistência dentro da estrutura do clube e ainda depende de análises técnicas e jurídicas para avançar.
A proposta foi encaminhada ao clube social e passou por avaliação do BTG Pactual, que atua como consultor financeiro do Botafogo. A instituição não aprovou o modelo apresentado, o que levou à recusa inicial da operação.
Entre os principais pontos de atenção estão dúvidas sobre a origem dos recursos e o formato da transação, que prevê a conversão do investimento em participação acionária na SAF. O tema também envolve a validação de um empréstimo anterior, já questionado internamente.
O presidente do clube, João Paulo Magalhães Lins, deve se reunir com Textor nos Estados Unidos para comunicar oficialmente a decisão e discutir possíveis ajustes na proposta.
Estratégia prevê reforço financeiro e manutenção de participação
De acordo com Textor, o valor não se trata de um empréstimo, mas sim de um aporte direto — ou seja, capital próprio injetado no clube em troca de ações. A proposta prevê a emissão de novos papéis sem diluir a fatia de 10% pertencente ao clube associativo.
O investidor já havia realizado uma operação semelhante anteriormente, quando o Botafogo recebeu um empréstimo de US$ 25 milhões para resolver pendências, incluindo sanções esportivas. Esse acordo, no entanto, inclui cláusulas que permitem a conversão da dívida em participação societária, o que também depende de aprovação formal do clube.




