Quase dois mil anos depois da erupção do vulcão Vesúvio, as ruínas de Pompeia continuam sendo objeto de fascinação para arqueólogos do mundo inteiro. Em um estudo recente, publicado em fevereiro, pesquisadoras italianas afirmam ter identificado marcas de uma elaborada arma de guerra usada na cidade quase um século antes do Vesúvio destruir tudo.
Marcas em Pompeia podem ter sido causadas por arma elaborada
Publicado na revista científica Heritage, o estudo conta com descrições de danos encontrados em mulharas ao norte de Pompeia com algumas características estranhas. O que faz esses dados chamarem a atenção é que eles são muito diferentes das grandes crateras circulares causadas por pedras lançadas por catapultas. Essas marcas são menores, dispondo-se em formato de leque pelas paredes.
Obviamente, não é que essas marcas nunca tinham sido apontadas, mas outros pesquisadores atribuíam elas a sinais de desgaste e dano de conflitos em geral. O que as pesquisadores desse estudo mais recente teorizam é que esses buracos na verdade teriam sido feitos por uma arma complexa, capaz de disparar múltiplos projéteis.
Utilizando escaneamento a laser e fotogrametria, os cientistas produziram modelos 3D em alta resolução, analisando medidas como profundidade, largura e o possível formato dos projéteis. De acordo com a Revista Galileu, os resultados dessa análise indicam que os tiros teriam sido causados por uma máquina não portátil e de alta velocidade de disparo.
A teoria mais provável é que essa tal arma fosse uma políbole, uma máquina de guerra da antiguidade semelhante à uma besta. De acordo com comunicado oficial do estudo, a políbole é considerada uma espécie de precursora da metralhadora por sua capacidade de disparar projéteis em alta velocidade.




