A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição total da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de todos os produtos da empresa Capsul Brasil Indústria e Comércio S.A., sediada em Arcos (MG). A decisão foi publicada nesta quarta-feira (8) e inclui também a apreensão dos itens em circulação no país.
A medida é um desdobramento da operação “Casa de Farinha”, realizada em março em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais e órgãos de fiscalização estaduais. A ação já havia interditado a empresa e seus galpões desde o dia 25 daquele mês.
Segundo a Anvisa, a investigação identificou um esquema de produção clandestina de suplementos alimentares e chás, com indícios de fraudes tributárias e riscos diretos à saúde dos consumidores. Durante as inspeções, fiscais encontraram ambientes com sujeira, mofo, umidade e ausência de controle de qualidade.

Entre as irregularidades mais graves, chamou atenção o uso de equipamentos inadequados, como betoneiras de construção civil, na fabricação dos produtos. Além disso, matérias-primas eram armazenadas sem qualquer controle sanitário.
Os suplementos, amplamente divulgados na internet, eram comercializados com promessas enganosas de cura e efeitos terapêuticos, prática proibida para esse tipo de produto. De acordo com as autoridades, os itens não possuíam os princípios ativos anunciados nas embalagens.
Venda nacional e atuação irregular
Mesmo sem alvará sanitário, a empresa operava em larga escala e distribuía seus produtos para diversas regiões do país, impulsionada por estratégias de marketing digital e uma rede de vendedores afiliados.
A Anvisa reforça que consumidores devem interromper imediatamente o uso de qualquer produto da marca e buscar orientação em caso de dúvidas ou possíveis efeitos adversos.
A agência também destacou que continuará monitorando o mercado para coibir práticas irregulares e garantir a segurança sanitária da população.




