Um ciclone extratropical formado entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai colocou 26 municípios gaúchos em estado de alerta máximo devido ao risco de ventos intensos que podem ultrapassar os 100 km/h. O aviso foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia e classificado como alerta vermelho, o nível mais alto de severidade.
O fenômeno já atua sobre o Sul do país e tem potencial para causar danos estruturais, queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica, especialmente nas cidades que estão diretamente na rota do sistema.
As áreas mais afetadas estão concentradas no sul e no litoral do Rio Grande do Sul, incluindo municípios como Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande e Camaquã. Nessas regiões, além das rajadas de vento, há previsão de chuva forte e possibilidade de temporais, o que amplia o risco de alagamentos e transtornos urbanos.
O ciclone já provocou acumulados superiores a 100 milímetros de chuva nas últimas 48 horas em áreas do Sul, intensificando o cenário de instabilidade. No oceano, a agitação marítima também preocupa, com ondas que podem atingir entre 2,5 e 3 metros ao longo da costa gaúcha e do sul de Santa Catarina.

Sistema avança e afeta outras regiões
Embora o centro do ciclone esteja posicionado sobre o Oceano Atlântico Sul, a leste do Uruguai, seus efeitos se espalham pelo país. A frente fria associada ao sistema avança em direção ao Sudeste, organizando áreas de instabilidade e aumentando o risco de tempestades.
Estados como Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais devem registrar chuvas intensas nos próximos dias, especialmente em regiões como a Zona da Mata e o Vale do Rio Doce. No Centro-Oeste, áreas de Goiás e Mato Grosso também podem ser atingidas por pancadas fortes.




