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Cientista brasileiro surpreende a NASA e desenvolve trajeto até Marte que dura apenas 153 dias

Por Pedro Silvini
10/04/2026
Em Geral
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Marte Nasa

(Reprodução/Needpix)

Um pesquisador brasileiro apresentou uma proposta inovadora que pode reduzir drasticamente o tempo de viagens até Marte. O físico Marcelo de Oliveira Souza desenvolveu um modelo de trajeto interplanetário capaz de encurtar a jornada para até 153 dias, menos da metade do tempo estimado pelos métodos tradicionais.

O estudo, iniciado em 2015 e retomado com apoio de inteligência artificial, sugere que é possível identificar rotas mais eficientes no espaço a partir da análise de asteroides com órbitas semelhantes às da Terra e do planeta vermelho.

Atualmente, missões até Marte podem levar entre dois e três anos considerando ida e volta. A proposta do pesquisador aponta que, em condições ideais, esse período poderia cair para um intervalo entre 153 e 226 dias, cerca de sete meses no cenário mais viável.

O diferencial do estudo está na identificação de chamados “corredores geométricos”, trajetórias naturais no espaço que permitem deslocamentos mais rápidos sem a necessidade de tecnologias de propulsão mais avançadas do que as já existentes.

Segundo Souza, esses caminhos são calculados a partir de dados orbitais iniciais de asteroides, que funcionam como referência para encontrar janelas de viagem mais eficientes.

Inteligência artificial foi decisiva

O projeto enfrentou limitações nos primeiros anos devido à falta de recursos computacionais. As simulações eram feitas manualmente, o que dificultava a obtenção de resultados mais precisos.

Com o avanço da inteligência artificial, o pesquisador conseguiu realizar análises mais complexas e validar novas possibilidades de trajeto. Essa mudança permitiu identificar cenários antes inacessíveis, ampliando o potencial da proposta.

Um dos períodos considerados mais favoráveis para aplicação da rota ocorre por volta de 2031, quando a posição de Marte em relação à Terra pode facilitar esse tipo de deslocamento.

Reconhecimento internacional

O estudo foi aceito para publicação na revista científica Acta Astronautica, ligada à Academia Internacional de Astronáutica, o que reforça a relevância da descoberta no meio acadêmico.

Desenvolvido fora dos grandes centros espaciais, o trabalho foi conduzido a partir da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), onde o pesquisador atua. A proposta é vista como uma alternativa promissora para futuras missões tripuladas, ao reduzir custos, tempo de viagem e exposição de astronautas a riscos prolongados no espaço.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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