Na última sexta-feira (10), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou um estudo revelando que o Brasil fechou 2025 com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores domésticos com vínculo formal. Apesar do enorme número de brasileiros nessa profissão, a questão das idades dentro desse campo chama bastante atenção.
De acordo com a Agência Brasil, a maioria dos trabalhadores domésticos estão na faixa etária dos 50 a 59 anos, com cerca de 450 mil vínculos. Em seguida, temos a faixa de 40 a 49 anos, com cerca de 414 mil vínculos. Por fim, os trabalhadores na faixa dos 30 aos 39 anos ficam em terceiro com cerca de 184 mil vínculos. Com isso, observamos algo simples: os mais jovens não estão entrando nessa profissão, que vive um envelhecimento da sua força de trabalho.
Alguns fatores podem explicar esse “envelhecimento da profissão”. Um exemplo é que os jovens estão entrando mais tarde no mercado de trabalho, investindo mais tempo na educação. Além disso, mais pessoas estão conseguindo acessar o ensino superior. Outro fator possível é que jovens dão preferência a trabalhos com escalas mais flexíveis.
Profissão das domésticas pode ser substituída no futuro?
De acordo com a revista VEJA, especialistas e pesquisadores de universidades famosas, como a de Oxford, no Reino Unido, estimam que, até 2033, cerca de 39% das tarefas domésticas serão totalmente realizadas por robôs. Inclusive, os “robôs faxineiros” são um tipo de produto em que cada vez mais empresas de tecnologia estão investindo com empolgação.
Ainda assim, não nos parece que essa substituição vá acontecer tão rápido assim… afinal, ainda vai levar um tempo para que esses “robôs domésticos” sejam acessíveis a boa parte da população.




