Se você odeia frio e sente vontade de se enterrar debaixo de uma pilha de cobertores assim que o termômetro chega aos 20ºC, então você nunca deveria visitar a cidade de Longyearbyen, localizada no arquipélago de Svalbard, na Noruega. Com cerca de dois mil habitantes, trata-se da cidade mais perto do Ártico do nosso planeta, então você pode imaginar o tipo de frio que é por lá. E esse clima gera algumas consequências inusitadas para seus moradores, como a “proibição” de morrer.
Obviamente, não tem muito como proibir as pessoas de morreram, mas a cidade norueguesa tem uma política pública para tentar evitar que pessoas faleçam por lá. E o motivo por trás disso é o frio. Primeiro, com o solo congelado, cavar uma cova profunda o bastante para enterrar um corpo é basicamente uma tarefa impossível. Segundo, o clima acaba preservando muito bem os corpos… e também os vírus, bactérias ou fungos que possam ter causado sua morte. Ou seja: se a pessoa tiver morrido de algo muito infeccioso, isso pode virar um problemão para a pequena Longyearbyen.
Inclusive, o aquecimento global representa outro problema para a cidade, já que podem existir patógenos congelados no solo que, com o derretimento, podem começar a infectar a população.
Como Longyearbyen “proíbe” seus moradores de morrerem
Como explica o E.M. Foco, o que a cidade faz é orientar idosos ou pessoas em estados graves de saúde a se mudarem para o continente, onde vão encontrar hospitais completos… e cemitérios com solos adequados para serem enterradas. Gestantes também fazem parte desse fluxo: elas viajam para o continente semanas antes de darem à luz.




