Hoje em dia, nós sabemos que vampiros são criaturas da ficção (a maioria de nós, pelo menos) e eles já até perderam um pouco da sua mística aterrorizante, virando protagonistas de filmes e séries românticos (oi, oi Crepúsculo!). Mas nem sempre foi assim. Entre os séculos 13 e 17*, a Europa viveu aterrorizada por vampiros e começaram a se espalhar cemitérios específicos para enterrar os “suspeitos de vampirismo”.
*Tecnicamente esse período também engloba um pouco da Idade Moderna, que começou em meados do século 15.
Antes de tudo, precisamos explicar que o imaginário da Idade Média do que era um vampiro era bem diferente da figura aristocrática à la Conde Drácula (que só surgiu no fim do século 19). O imaginário medieval do vampiro era um morto-vivo grotesco, de unhas grandes, inchado e aparência avermelhada, bem mais parecido com a forma como imaginamos zumbis.
Como explica a Superinteressante, as pessoas normalmente acusadas de vampirismo eram suicidas, estrangeiros ou as primeiras vítimas de alguma epidemia estranha. A forma de enterrar esses suspeitos era vista como importante para evitar que eles “voltassem” como vampiros.
As formas estranhas como enterravam os “vampiros”
Existiam vários rituais para enterrar os corpos de forma que eles não voltassem como vampiros, como enfiar tijolos, pedras e até moedas na boca do cadáver, posicionar o crânio decepado entre o joelho ou a mão dos mortos, colocar pedras sobre os corpos para que eles não se levantassem, enterrar os corpos com hastes de ferro atravessando seus peitos, com uma foice no pescoço e até mesmo com cadeados nos pés.
Já foram encontrados corpos enterrados de todas as formas que descrevemos acima em cemitérios espalhados pela Europa.




