Brasileiros que pretendem viajar à Europa em 2026 devem se preparar para mudanças no controle de imigração. Desde 10 de abril, entrou em vigor de forma obrigatória o Entry/Exit System (EES), mecanismo que substitui o tradicional carimbo no passaporte por um registro digital e biométrico em países do Espaço Schengen.
A nova regra afeta diretamente turistas e viajantes de negócios de fora da União Europeia, incluindo brasileiros, e marca uma transformação no modelo de controle de fronteiras do continente.
Com o novo sistema, o processo de entrada passa a exigir coleta de dados biométricos. Ao desembarcar, o viajante precisa registrar foto facial, impressões digitais e ter o passaporte escaneado. As informações são armazenadas em um banco de dados comum entre os países participantes e podem permanecer registradas por até três anos.
O objetivo, segundo autoridades europeias, é reforçar a segurança e melhorar o monitoramento do tempo de permanência. O EES permite acompanhar automaticamente se o visitante respeita o limite de até 90 dias dentro de um período de 180 dias no bloco.
A medida vale para cerca de 29 países, incluindo destinos tradicionais como França, Itália, Espanha, Portugal e Alemanha. Já países como Irlanda e Chipre ficam fora do sistema, assim como o Reino Unido.
Filas e atrasos marcam início da implementação
Apesar da promessa de modernização, o início da operação do EES tem sido marcado por dificuldades. Em alguns aeroportos, o novo procedimento gerou filas extensas e atrasos no controle migratório, especialmente durante a fase inicial de adaptação.
Companhias aéreas já orientam passageiros a chegarem com maior antecedência, recomendando pelo menos duas horas adicionais para evitar perda de conexões. Em testes realizados anteriormente, houve registros de longas esperas, o que levou autoridades a suspender temporariamente o sistema em alguns locais.
A tendência, no entanto, é de que o processo se torne mais ágil nas próximas viagens, já que os dados biométricos ficam armazenados e podem ser reutilizados em futuras entradas.
Planejamento será essencial para evitar transtornos
Com a mudança, especialistas recomendam que viajantes brasileiros se planejem com mais atenção. O cadastro no sistema ainda precisa ser feito presencialmente na chegada, embora iniciativas como aplicativos oficiais estejam sendo testadas para agilizar parte do processo.
Além disso, o novo modelo elimina definitivamente o carimbo no passaporte, reforçando a digitalização das fronteiras europeias. Na prática, a viagem ao continente passa a exigir mais atenção a prazos, documentação e tempo de deslocamento dentro dos aeroportos.
A implementação do EES representa uma das maiores mudanças recentes no controle migratório europeu e deve impactar milhões de turistas nos próximos anos.




