A interrupção parcial dos pedidos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ocorreu sob o governo Lula entre junho e dezembro de 2025. Durante esse período, foram acumuladas 740 mil solicitações pendentes, elevando o estoque total para cerca de 2,45 milhões de requisições.
A suspensão visava ajustes técnicos no Dataprev, e as concessões só foram retomadas em dezembro, após a conclusão das modificações.
Crescimento da demanda pelo BPC
Durante os seis meses de interrupção, o governo implementou novas regras para o BPC, buscando modificar critérios como o de renda. Esse ajuste resultou em um aumento significativo na fila de pedidos.
Em julho de 2025, havia 191 mil pedidos. Contudo, em novembro, esse número saltou para 740 mil, evidenciando o impacto negativo da paralisação.
Retomada parcial
Com a retomada das concessões em dezembro de 2025, iniciou-se um processo de normalização. Contudo, a liberação inicial foi de apenas 30,2 mil concessões mensais até janeiro de 2026, insuficiente para diminuir o acúmulo rapidamente.
Nos meses seguintes, fevereiro e março, os números subiram para 116,6 mil e 90,4 mil concessões, respectivamente. Contudo, a suspensão gerou um passivo de R$ 2,1 bilhões, aumentando a pressão sobre as contas públicas.
Futuro
O governo trabalha agora para ajustar o fluxo de concessões e evitar futuros acúmulos no orçamento. Em janeiro de 2026, parte dos pagamentos pendentes já havia sido resolvida.
A intenção é reorganizar o processo de forma a mitigar exigências financeiras em crescimento e liberar até 200 mil benefícios simultaneamente.




